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“Boom” da construção civil reflete na Medicina do Trabalho

 

Pesquisa realizada com 15 mil executivos brasileiros demonstra que 95,5% deles não mantêm uma alimentação diária equilibrada; 44% são sedentários, e 31,7% têm índice elevado de estresse. Ranking das principais doenças revela rinites, alergias de pele, dores no pescoço, ombros, na cabeça e na coluna, excesso de peso, ansiedade, asma ou bronquite, insônia e colesterol alto. No entanto, o “boom” da construção civil nos últimos anos também tem refletido na Medicina do Trabalho com um custo elevado para as empresas. O grande número de atendimentos ambulatoriais seguidos de tratamentos médicos especializados demonstra que este setor apresenta um dos piores resultados.

Engenheiro de Segurança do Trabalho, Marco Antônio Diniz comenta que 40% dos acidentes de trabalho são resultantes da queda de empregados.

“O diagnóstico aponta, ainda, que a elevação de cargas e de pessoas é responsável por 20% dos acidentes de trabalho; cerca de 15% são devido à queda de materiais sobre os empregados, e 12% são provocados por  desabamentos”, explica. O especialista destaca que, mesmo com esse percentual, não é possível produzir estatística que aponte para o crescimento do número de acidentes de trabalho. Segundo Diniz, os números citados se referem a diagnóstico do setor no âmbito estadual, em anos anteriores. “Podemos afirmar que existe um sub-relato dos acidentes de trabalho, pois a maioria das empresas não possui o hábito de abrir as Comunicações de Acidente do Trabalho (CATs), documento obrigatório que tem como destino o INSS”, afirma.

“Por falta de números oficiais relacionados às principais doenças de trabalho na construção civil, atualmente as mais comuns ainda são aquelas ligadas à perda auditiva induzida pelo ruído (Pair), dermatites de contato e pneumoconiose, uma doença pulmonar restritiva causada pela inalação de poeiras, neste caso poeiras finas de sílica”, ressalta Diniz.

Fonte: JM Online
Data 06/11/2012 

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