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Gestão do Conhecimento

 

Nossa constante atividade de prevenção de acidentes do trabalho, em busca da melhoria da qualidade de vida, em hipótese alguma nos permite perder o foco quanto ao indivíduo. O trabalhador é biopsicossocial, e cada um dos três aspectos: biológico, psíquico e social, contribui para seu desenvolvimento, sendo esse trabalhador um ser indiviso.

Torna-se, então, imperativo às nossas ações, quanto profissional de segurança e saúde do trabalhador, realizar continuamente uma aprendizagem e uma gestão do conhecimento para que se possam aplicar processos de mudança de comportamento nas organizações em que laboramos e se alcance melhorias nas boas práticas de Segurança e Saúde do Trabalho.

Sem dúvida, enfrentamos no dia a dia condições de incerteza, ambientes em constantes mudanças e de intensa competição, seja no processo produtivo, no comportamento dos trabalhadores ou no mercado de trabalho, logo devemos ser capazes de aprender a aprender e, ao fazê-lo, desenvolver novos conhecimentos.

O capital intelectual, inteligência competitiva e a gestão do conhecimento em segurança e saúde do trabalho é o diferencial para as organizações e empregados que fazem uso de nossos serviços, logo administrar a busca de informações e a produção do conhecimento precisa estar alinhado com a necessidade da aplicabilidade, que é ao trabalhador, um ser indiviso

Sabendo-se que devemos tratar as questões: biológico, psíquico e social do trabalhador – os profissionais de segurança e saúde do trabalho devem focar no conceito de aprendizagem cognitivo, que aborda os aspectos objetivos, subjetivos e comportamentais, levando em consideração as crenças e as percepções do indivíduo que influenciam seu processo de apreensão da realidade.

O processo contínuo de aprendizagem organizacional deve contemplar o nível do indivíduo, nível de grupo e nível de organização, processo que possibilita o conhecimento operacional e conceitual.

Os trabalhadores e a organização precisam superar o conceito taylorista “aqueles que pensam e aqueles que fazem”, sendo o conhecimento operacional “desenvolvimento de habilidades físicas para produzir ações em prol da Segurança e Saúde do Trabalho” e o desenvolvimento conceitual “capacidade para articular informações, experiência em prol da SST”, devem ocorrer simultaneamente em todos os níveis hierárquicos da empresa.

Nesta importante necessidade de gestão do conhecimento é fundamental o profissional Técnico de Segurança do Trabalho distinguir o conhecimento explícito e o tácito, para seu melhor desenvolvimento em SST e melhor capacitação dos trabalhadores e empregadores em Segurança e Saúde do Trabalho.

Por Marcos Antônio Ribeiro – Presidente do SINSTESP

Fonte: Jornal do SINTESP –  Ano 2012 – N° 245

Data: 30/08/2012

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