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Avaliação inicial da cultura e das crenças da empresa é fundamental

 

Os programas de segurança baseados na mudança comportamental têm sido considerados por milhares de empresas no mundo como a melhor estratégia para a redução dos acidentes de trabalho depois do advento dos sistemas de gestão e das avaliações de riscos. Alguns programas dão certo. Contudo, infelizmente, o insucesso não é raro. Diversas razões têm explicado por que alguns programas iniciam bem, mas em pouco tempo acabam por terminar sem atingir seus objetivos finais. Já outros programas são “sacrificados” desde o nascimento.

Diante disso, o presente artigo procura explanar alguns motivos para o fracasso de certos programas de segurança com­por­ta­mental, contribuindo com dicas para uma implementação mais eficaz, auxiliando os responsáveis por projetos deste tipo a não cometerem falhas. Para tentar captar experiências mundiais diversas para a formulação deste artigo, lançamos uma enquete na rede social de profissionais LinkedIn, por meio de dois grupos Safety Culture no Brasil e BBS no exterior. O BBS compreende trabalhos de Behavior Based Safety (Segurança Baseada no Comportamento).

Propusemos aos grupos a pergunta: “Qual o fator mais importante para o sucesso de um programa comportamental voltado para melhorar a segurança?”. Foram dadas as cinco seguintes alternativas de resposta: comprometimento da Liderança/Diretoria; iniciar o programa com uma avaliação da cultura de segurança; ter um comitê organizador para a gestão operacional do programa; a cultura de segurança no início não pode ser “de choque” ou “reativa”; e ter um sistema de gerenciamento da segurança funcionando.

Muitas pessoas no Brasil (43) e no exterior (228) com experiência no tema par­ticiparam da enquete. O resultado é apresentado no Gráfico 1, “Fator chave para um programa de BBS”. É fácil observar que a flagrante maio­ria das pessoas (67%) con­sidera que o comprometimento da alta liderança é fundamental para o sucesso. Sem a participação dos líderes, um programa de BBS não tem como dar certo. Não é por nada que os primeiros a fazer parte dos treinamentos em Diálogos Comportamentais devem ser os gerentes e diretores.

A participação do presidente da empresa é, naturalmente, imprescindível. Mas o resultado mostra outros aspectos muito interessantes. Uma boa parte das pessoas considerou que dar partida em um programa comportamental tendo-se em mão uma “fotografia” da cultura do momento é relevante. Ou seja, construir uma “baseline” para poder comparar o avanço com o passar do tempo ajuda muito. Este dado é relevante, pois muitas organizações iniciam estes tipos de programas com treinamentos em observação do comportamento, restringindo o programa a isto: observar o comportamento de risco e dar um “feedback”. Bons programas comporta­men­tais não podem ser restritos a isso. Observar comportamentos de risco faz parte, mas não é apenas isto.

Fonte: Revista Proteção Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
Data: 16/08/2012 

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