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COMBATE ÀS FRAUDES: Desarticulada quadrilha que fraudava benefícios no Mato Grosso

Uma quadrilha que fraudava benefícios previdenciários no Estado do Mato Grosso foi desarticulada na manhã desta sexta-feira (20) pela Força-Tarefa Previdenciária (Ministério Público, Polícia Federal e Previdência Social. A operação realizada por 42 policiais federais e seis servidores da Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos do Ministério da Previdência Social cumpriu 34 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Cáceres/MT, sendo 18 mandados de busca e apreensão e 16 conduções coercitivas.

As buscas foram realizadas na residência de uma servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de um vereador da cidade de Jauru/MT, bem como em duas Agências da Previdência Social em Cuiabá – Centro e CPA III. Além dessas diligências, 14 beneficiários do INSS foram conduzidos coercitivamente para prestarem depoimentos.

Levantamentos preliminares apontaram 30 benefícios com indícios de irregularidades e prejuízo estimado em R$ 815 mil. No entanto, o prejuizo pode chegar a R$ 4,7 milhões, pois já foram identificados outros 149 benefícios concedidos pela servidora suspeita, com as mesmas características e modus operandi

As fraudes consistiam na inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência Social, para serem utilizados nas concessões de benefícios previdenciários, bem como em declarações inverídicas dos segurados em relação ao exercício de atividade rural. Os benefícios fraudados eram pensões por morte e aposentadorias por idade concedidos a supostos trabalhadores rurais.

Os trabalhos tiveram início há 14 meses, a partir de denúncia feita à Ouvidoria-Geral do Ministério da Previdência Social. Segundo o denunciante, um indivíduo da cidade de Jauru/MT falsificava, há oito anos, documentos para facilitar a concessão de benefícios previdenciários. Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, inserção de dados falsos no sistema da Previdência Social, corrupção ativa e passiva. (Ascom/MPS/PF).

Fonte:  MTE:  Agência Nacional de Notícias

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